A percepção acerca da saúde na terceira idade acende um sinal de alerta cada vez maior. Devido à transformação social, existem diferenças marcantes em relação às gerações passadas comparadas com as atuais, principalmente, pelo modo que viveram quando chegaram à condição de pessoa idosa.
É fundamental manter um estilo de vida saudável, com atividades físicas, intelectuais e sociais ativas atreladas a um acompanhamento de saúde regular.
E essa mudança de paradigmas e costumes comparado a anos atrás, também mudou em relação ao papel familiar dos avós, é o que explicou Vanessa Morais, geriatra do Programa Longevidade D’Or e no Hospital e Maternidade Brasil:
“A premissa anterior de que os avós estão predestinados a cuidar dos netos, atualmente, já não é o que a gente vê nas famílias, pois a pessoa idosa também tem a sua capacidade de decisão e muitas vezes decide que não quer ocupar todo o tempo dele ou parte do tempo dele com os cuidados dos netos”, explicou.
Recomendações básicas para preservar a saúde do idoso
A médica geriatra separou as recomendações em três pilares básicos para ajudar na saúde das pessoas na terceira idade. Veja abaixo.
Atividade física regular
O primeiro ponto apresentado pela Vanessa Morais é a da manutenção da atividade física regular – musculação, pilates, exercícios funcionais, pois acontece a diminuição de massa muscular além do esperado para a idade, que pode desencadear um processo de dificuldade para caminhar e fazer as atividades do dia a dia, simplesmente porque a força muscular não permite mais.
“Então, a atividade física na terceira idade é essencial para garantir a qualidade muscular e a quantidade de músculo que a gente tem para passar por eventuais situações de intercorrência, e conseguir se reabilitar”, afirmou.
Manter as atividades sociais de rotina
Um outro pilar é manter a atividade social, familiar, ou até mesmo religiosa.
“Manter as atividades fora de casa, com contato com outras pessoas, mantendo os vínculos de amizade, também é essencial para que o idoso mantenha a mente ativa. E, com isso, a capacidade de autonomia preservada. O isolamento social deve ser evitado ao máximo”, afirmou a geriatra.
Acompanhamento geriátrico periódico
E um terceiro ponto fundamental é o acompanhamento geriátrico periódico, mesmo para idosos mais jovens.
“Pessoas por volta dos 60, 70 anos, que não têm grandes comorbidades, mas que desejam ter uma longevidade ativa, ter autonomia e independência, esse acompanhamento médico periódico é fundamental”, iniciou ela.
“O objetivo de prevenção de doenças, além de contribuir para diagnósticos precoce em situações que podem causar perda de autonomia e dependência”, concluiu a especialista.
Fonte: Gazeta de São Paulo





