Diante do preconceito que as pessoas da Terceira Idade sofrem diariamente, é oportuno refletir sobre mitos e verdades relacionados ao envelhecimento, desmistificando preconceitos que ainda persistem.
Primeiramente, é crucial superar a ideia de que envelhecer significa doença e desastre, entendendo que a idade não define o estado de saúde. Além disso, é importante rejeitar a falácia de que os idosos são menos inteligentes, uma premissa sem fundamentos que ignora a diversidade cognitiva presente nessa faixa etária. Outro mito a ser descontruído é o de que os idosos não fazem sexo.
Essa concepção ultrapassada ignora a importância da intimidade e da sexualidade ao longo da vida. Além disso, é fundamental desmistificar a ideia de que os idosos não têm utilidade ou poder. A experiência acumulada ao longo dos anos proporciona sabedoria e um valioso potencial de contribuição para a sociedade. Romper com a visão homogênea de que todos os idosos se assemelham é essencial para reconhecer a diversidade de experiências e personalidades existentes nessa fase da vida. No âmbito internacional, a conscientização sobre o etarismo é uma preocupação crescente.
De acordo com a ONU, um em cada dois seres humanos é afetado pelo etarismo em escala global, impactando negativamente a qualidade de vida e podendo subtrair até 7,5 anos de vida. É importante destacar que o etarismo pode assumir diversas formas, incluindo quando é internalizado pelos próprios idosos, afetando a autoestima e a valorização pessoal. O preconceito cultural em relação à velhice, manifestado em diversas formas de mídia, contribui para a perpetuação de estereótipos negativos.
O etarismo benevolente, que infantiliza os idosos, é outra forma prejudicial de preconceito que impacta a capacidade de tomada de decisões dessas pessoas. Além disso, o etarismo se entrelaça com outros “ismos”, como racismo, sexismo e capacitismo, amplificando seus efeitos prejudiciais. Apesar desses desafios, há uma mensagem positiva: indivíduos que cultivam uma relação positiva com o envelhecimento tendem a viver mais e com mais saúde. A atitude otimista, não confundida com positividade forçada, é um fator-chave.
Desafiar a intimidação, expressar pensamentos mesmo com a voz trêmula e abraçar a idade atual são passos importantes para desfazer mitos e promover um envelhecimento mais saudável e pleno.
Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/1 0/01/lembre-se-a-melhor-idade-e-a-que-voce-tem-agora.ghtml





